sábado, 25 de setembro de 2010

Flores e Crianças



As flores brancas
Como as crianças cheiram
A amanhecer
De um silêncio
E amplidão
Que chega a ser
Impossível
Meu coração
Não sentir
O céu tão puro.
Em certas manhãs,
Inclino meus olhos
                       Para o nascente                       
Com os pensamentos
Sobre a vida
Como se estivesse
Ouvindo uma canção
Do meu jardim.
O dia assim me parece
Entregue numa bandeja
Cheia de azul
De larga paisagem
Com ramos de todas as cores.
E fico como que
Só existissem
Crianças e flores.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pequenas coisas


É de manhã
Uma flor se aventura
Lilás e cheirosa
Por entre o verde
Há em redor uma festa
De botões vermelhos
Que dançam com o orvalho
Ou seria água de um regador?
Uma voz doce melodiosa
Vinda de um lugar de perto
Dentro dela há sóis claros
Trá  - lá - lás
E um cheiro de outras flores
Da menina que vem sempre
Nunca pega um botão ou flor
Apenas inventa histórias...

domingo, 29 de agosto de 2010

Mar

O mar tem tardes
de vozes de criança
e o sol bate-lhe nas águas
tais dourados sonhos!
Não muito longe,
deve haver um barquinho
com ares de quem vai
ganhar o oceano...

Crianças da foto: Neno e Gui- netos da Chica

Identidade

Foto Google
Abrindo janelas nas nuvens,
uma águia voa alto
e o vento rodopia
lentamente
rindo-se encantado
dos rumores das asas.
E o céu azul
torna-se um mundo
de imensos mistérios
onde não se sabe
quem é águia
quem é vento...
Eu sou borboleta!

domingo, 25 de julho de 2010

Um baú de histórias

 
         A chama do candeeiiro arde sem forças; as horas do relógio na parede contam os minutos para a casa toda escurecer. e a menina no tic, tac sem vontade de dormir... O quarto triste com ar de solidão...
        Pediram-lhe que dormisse cedo, de um modo tão carregado de ternura, que lhe abate a alma não obedecer. e senta-se na beirada da rede e coloca as mãozinhas em oração, num gesto de amor...
      Os grilos pararam a cantoria na parede. e num movimento involuntário, os olhos fogem-lhe da razão e vão bulinar num velho baú... ainda balança a cabeça, querendo deixar o corpo no lugar, mas uma coisa estranha a elva a se levantar...
       Era como se um pássaro voasse em seus pés... abrindo asas de boquinha aberta de tanta curiosidade!... Senta-se no chão, à meia-luz da lamparina, e ergue a tampa do velho baú de sua avó...
e os olhos se enchem de fantasia. uma bailarina numa caixinha de música... tropeçando no tapete do quarto, os pezinhos delicados cheios de espanto de tudo, mas sem medo. e há chapéus... moças numa praça, fugindo do sol, de roupas de pregas, segurando as saias fugindo do vento. Outra caixinha pequena toda estampada de flores... uma espécie de melancolia gruda na menina: De quem era aquele anel pequenino? por que o mar é tão azul numa pedra sem vida? e vê peixinhos esverdeados... ou eram dourados?
       Estende as pernas no chão, com as mãos cheias de botões... agulhas a correr nos furinhos, sobre renda, atravessando sedas, algodões branquinhos, tecendo bordados... os olhinhos de uma boneca de pano, olhando para todos os lados, com expressão de quem sabe tudo... "Tão bonita! Tão desejada!"
      Um lencinho cor-de-rosa! Tinha o nome da avó escrito em letras miudinhas... com um floreado. Não sabe dizer uma história... ergue com mansidão o lenço e o cheira... fechando os olhos. "Era da avó... quando menina!" Só então nota: Crinaças com suas risadas brincando num jardim de céu anil, flores amarelas de sol, um carrinho de pipocas... na porta da igreja com homens e santos.. Uma menina subindo e descendo os degraus da igreja... "Oh! A lua a se esconder...!"
      Levanta-se apressada! Os objetos caem-lhe para qualquer lado. "Não foi nada, não foi nada... ", alguns querendo dizer...
     E então, lembra-se da hora de dormir. Guarda tudo no baú encantado. e como o candeeiro está quase se pagando, deita-se na rede com ar de quem tem um baú cheio de histórias...

sábado, 12 de junho de 2010

A borboleta e a flor


Era um dia qualquer na mata
Folhas a choramingar
Molhadas pelo orvalho da noite
Um gavião velho
Ainda com sono
No alto do angico
Esquece-se dos passarinhos
A estradinha tombando pro riacho
A embrulhar o vento
No capim verde em puro descoramento
Uma raposa em passos ligeiros
No dia já claro
Ensaiando risos na barriga
Do jantar nos campos
Nessa harmonia toda
Chega uma borboleta
Feito um beija-flor
Voa e para em pleno ar
Dá boas-vindas ao vento
Na manhã tão azul
Espia com carinho
Amarela no meio do capim
Nada de interessante
Mas a natureza é feiticeira
Dentro do verde
Aparece uma violeta
Com seu vestido lilás
Feliz, bem feliz
A borboleta dança
Nas saias da flor.

sábado, 15 de maio de 2010

Foto Google
Coelhinho Branco

O mato molhado suja-lhe as patinhas
brancas sobre o dia nascente
são nuvens de algodão
presas no corpinho pequeno
bre, bre, bre
bebendo da água do capim
(abana a cabecinha endireitando
o pensamento para explicar à mãe)
pula cuidadoso para lá e para cá
acende o rabinho
e o vento afetuoso
sobe-lhe pelas empinadas orelhas
esquiva-se de uma florzinha
de boca sorrindente
(podia lamber-lhe o pelo
e tingi-lo de lilás)
subitamente os olhos verde-cinza param
no ar murmurante da manhã
voa um passarinho
feito alma de poeta
empurrando um gorgeio
no céu cheio de sol
assustado o coelhinho
volta para casa.

sábado, 20 de março de 2010


 Foto Google
A lagartinha Vivi

A lagartinha Vivi
Sentou numa cadeira de gravetos
Ficou ali esperando o sol abrandar
De repente, ele se escondeu por trás de uma folha
Muito depressa Vivi sapateou pelo chão
A balançar seu traseiro
E se foi aproveitando a sombra
Não queria perder sua cor verde-limão

sexta-feira, 19 de março de 2010



Foto do Google
Traquinagens de Pepe

Pepe é um preá pequeno
Todo dia de manhã
Ele sai para tomar banho de sol
Outro dia ele viu o Senhor Cupim
Guardando uns sacos de pó de madeira
Para o inverno
Pepe ficou bem quietinho observando

Quando o sol entrou pela porta do cupinzeiro
E todos foram descansar
Pepe enfiou o focinho na terra
Cavou um túnel até o salão de pó
Entrou de mansinho
E rasgou o saco em que o Senhor Cupim guardara
Com tanto cuidado o alimento
Foi pó para todo lado!
Tof, tof, tof! O cupinzeiro acordou com tosse
Pepe saiu correndo aos risos

Mas o pai de Pepe não gostou da brincadeira
Colocou-o sentado num banquinho
De castigo pela traquinagem

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A ESTAÇÃO FANTASMA

Era uma vez, uma cidadezinha em que o trem deixara de trafegar. O nome da cidade era Piracuruca e lá a estação ferroviária passou a ser esquecida. Perto dela, havia uma velha casa onde morava uma família: o pai, a mãe e os quatro filhos pequenos; uma menina de longos cabelos negros e três meninos que adoravam caçar tatus com o pai.

      Essas crianças eram de uma curiosidade ingênua; por que não tinha televisão nem vídeo game na época. Num fim de tarde, eu que eles estavam sozinhos em casa, seus pais haviam saído para buscar lenha no mato, resolveram brincar na calçada sombreada na frente da casa.

       A menina resolveu ir junto para levar sua boneca a um passeio vespertino. O sol se derramava laranja por detrás do telhado da estação. A menina se chamava Mimi; tinha seis anos e não podia ver algo diferente que ficava a apontar e a pular de alegria. Ao ver o colorido solar ela gritou aos irmãos que queria pegar no sol quando este caísse na calçada larga da estação. 


      Era uma criança estranha; sempre via pássaros conversando, flores sorrindo, abelhas cantando e até as formigas, segundo ela, estavam discutindo um dia quem era a mais forte para transportar uma folha que caíra num vento agitado da amendoeira no quintal da casa.
Os irmãos sempre sorriam nessas ocasiões; porém, naquele dia a menina dos cabelos negros não se conteve de ansiedade para tocar o sol e começou a correr em direção à abandonada estação. Aos meninos, só restou correr atrás.

      De repente, Mimi estacou. Seus pés começaram a tremer, seguidos do restante do corpo. Os irmãos olharam e vieram-lhe em socorro. Neste momento, ouviram os sons agitados por trás da porta antiga e gasta da estação. Alguma coisa a arranhava com unhas finas e grandes. Podia-se sentir a madeira sendo raspada: Croc... croc... croc.. em ritmos crescentes...

      Quando João, o menino mais velho, conseguiu sair do torpor inicial começou a empurrar a velha porta na direção de fora para dentro. Os irmãos que também costumavam ir caçar tatus no mato e não tinham medo de assombração o ajudaram. Apenas a menina se agarrava a sua boneca com um olho tão apertadinho de medo que todos lhe olharam compreensivos.

      Ufa!... A porta se abriu! Passou apresado por eles um cachorrinho de rabo ligeiro e foi se esconder numas tábuas perto da menina. Os olhinhos do animal tinham um ar assustado; mas havia algo mais: um sorriso de alívio. Agora estava livre!  E desandou a correm em volta dos meninos.

     Então, as crianças levaram-no para casa e deram-lhe água e um nome: Tatu.

     E todos foram brincar felizes enquanto os pais chegavam para contar do novo amiguinho.
   

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pensamentos de criança





Quando a criança balança a mão
Os olhinhos riscam torres no ar
Tão brandos... Silentes... Feitos anão...
Sem mágoa no olhar... Só o anseio de amar...


E fica ali... Alargando a vida
Com as mãozinhas ternas tal poeta
Em movimentos de tranças... Perdida
No espaço! Arremessando uma peteca


Para a lua! Um sorriso com covinhas
Vendo o invisível brinquedo voar (...)
Sentido toda a ternura de amar!


Como se a vida em brincadeirinhas
Pudesse ser um suave momento (-)
Uma doce esquivada do tempo!



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brincadeira de criança e poesia


Em horas da brincadeira
A criança descobre os tons da fantasia (:)
Esconde- esconde num jardim de flores...
Vermelhas brancas azuis
Em pétalas sorrindo (pura emoção!)
Deixa-se ser buquê numa inocente imaginação
E os olhos curumins borboleteiam
Nos braços do farol (mágico) do sol
É um baile de alegria!
Onde mora o sonho? Há uma festa no ar?
Confetes e serpentinas enfeitiçam 
O coração de quem se prende
Nos versos escritos na poesia...
... De uma brincadeira infantil.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Poema do sonho



Olhinhos fechados
Papai do Céu velando
A criança dorme
E ri e brinca no sonho
Quer ser uma fadinha
Para florir o jardim
Correr ao vento
Dentro dos girassóis
Flip, flip, flop
Com sua varinha
Fazer um arco-íris
Pois tem medo de chuva
E se chegar a noite
Convidar uma estrela
Para enfeitar o teto do quarto
Porque criança não pode
Dormir no escuro...


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O banho da perereca




Na boca dum pote de barro
Uma perereca estira pernas e coxas dianteiras
Ploc,  ploc, ploc... Espirra água nas paredes do pote
“Vou lavar a barriguinha!”
Arrasta o som no silêncio da cozinha
Agita os bracinhos
Ploc, ploc, ploc... As bolhas subindo
Com as batidas das mãozinhas na superfície da água
Resolve brincar de explorador
“Uaauuu! Que águas escuras!”
E mergulha agitando a cabeça
Sleep, sleep... Ouvem-se as nadadeiras
Em movimentos circulares conhecendo o território
Roque... roque... roque
Vibra a perereca
Dentro do pote
Em puro mistério serelepe
Boia um pouquinho
Então salta faceira na boca do pote
E veste o roupão!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nina- nana




A luz, as cores
Os sons desconhecidos a assustam!
E a criança em seu mundo novo
Movendo os bracinhos
Numa voz trêmula a chorar:
Uaaaah! Uaaaah!
... Acabara de nascer!...
Seus dedos numa doçura boa
Vindo de encontro à boca...
... Como são bonitas suas feições!
Vestido de róseo
O pequeno corpinho no berço
Despertando sentimentos no pai
“Ninnanãna... ninanãaaam...”
O coração a modular!
E outro choro...
Uaaaah! Uaaaah!
Achega-se a avó
Com palavras ternas e cheiro de flores
Mas parece toda atrapalhada...
... Perdera o jeito de ninar!
Ah, linda netinha!
Vieste num sonho cor de rosa
Colorir os nossos dias
Deixa eu te embalar numa alegre canção
Minha bonequinha!
Sonha com anjos em nuvens azuis
Aqui tua avozinha está a ti embalar...
Ninnanãaaam...


sábado, 21 de novembro de 2009

Brincando de casinha




Patrícia abre a meia-porta de madeira da cozinha
(O quintal estava recebendo os raios primeiros do sol)
Embaixo da mangueira antiga sua caçula brinca de casinha
Uma vassoura pequenina de palhas de carnaúba nas mãos
Vruc... vruc.. vruc..
... Arrastando as folhas secas...
Puxa o sofá de caixas de fósforo
O estofado é de papel de presentes
Ouve-a ralhar com a boneca
_Mimi, Espana os móveis direito! Essa menina!
Há um sorriso no tom da voz da criança
Após, caminha em direção a um pé de milho
"Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..."
Ainda cantarolando, recolhe um dos verdes frutos
Acaricia com um sorriso tenro e brilhante os cabelos da espiga
_Minha filhinha vai gostar de ganhar uma boneca!
Retorna com a graça de uma borboleta volteando nas flores
Da porta da casa, com a xícara de café já frio
A mãe deixa a lágrima correr ternamente na face
Na casinha, a menina senta-se com a boneca de pano no colo
E fica a explicar da vida...


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Presente de Natal






Subindo o morro sente o vento. Seu fim de dia está alegre apesar da barriga vazia. Mora com a mãe num casebre pobre e sem muita alimentação. Por vezes ouve os amigos falarem de outros pastos verdes; mas não se entristece, o pouco que têm conforta-o e à mãe. Inspira-se nos sons de seus passos lentos, porém certos de aonde vão. É quase Natal; Jesus está no meio dos homens!... Enche-se de emoção da lembrança de um azurrar emocionado (No Natal passado ganhara uma braçada de capim fresco. Vira nos olhinhos da mãe uma lágrima de felicidade que era dele; e como deveria ser, comeram juntos do Presente do Céu!)

Deixara um bilhete em cima da cama de palhas antes de sair. Soubera que estavam selecionando jumentos para as comemorações do Natal que seria naquela noite e não tivera tempo de falar com sua mãe. Imaginou-se ao lado do presépio na praça central da cidade olhando o Menino Jesus na manjedoura; as crianças em redor com os rostos bem-aventurados.

Havia o presente do "Bom Velhinho" para os puros de espírito e seu pedido fora para sua mãe!

O coração desce morro abaixo: Zump zump zump. Ouve um bimbalhar no ar como se fossem já os sinos de Belém e anima-se. Com isso, sobe e desce o morro sem dificuldades.

Lá está a igrejinha com suas portas abertas a dezembro! Era já fim de tarde e o sol corria os últimos dedos no céu do dia. A mata circundando o restante do caminho íngreme não o assusta. Antes, acelera mais os passos erguendo os olhos: A noite está se decorando de luzes da cidade!

Entusiasmado, com as árvores citadinas enfeitadas de motivos natalinos, coloca a pata direita na frente e segue. Dentro do peito uma estrela flameja pequenina.

Noel descerá pela chaminé de seu casebre com uma braçada de capim fresco e o deixará ao lado da cama de Dona Burrica, sua mãe, com um cartãozinho escrito com as mesmas patas pequeninas que agora pisavam o chão da pracinha.

"Mãe,

Este ano quem te presenteia com um Natal especial, sou eu. Pois fui presenteado ao te ganhar de Jesus!

P.S. Abraço-te, depois da meia-noite!
De teu filho,
Burrico."

domingo, 8 de novembro de 2009

A menina do livro




No jardim da casa, ao lado da varanda há uma menina. Os grilos cantam suas campainhas e os mosquitos zunem de todos os lados. Ela, pernas cruzadas, o cabelo em rabo de cavalo, vestido de bolinhas com listas azuis, embaixo de uma frondosa mangueira, pousa os olhos no livro entre as mãos...
É tão lindo o castelo! Suas torres rasgando o espaço! Um caminho de pedras em tons esverdeados e uma roseira em cores brancas contornando-o. Podia-se ir por ele a qualquer ponto do castelo. Ouve-se uma suave canção de um piano dentro da noite! No céu, uma lua enrolada em nuvens escuras deixando um tom de mistério no ar. Porém, ela não sente medo! Segue tranqüila pela alameda de flores. Ouve vozes e sossega o coração. Mas ele não estava atribulado, ao menos julgara que não!
Um novo mundo que a encanta! Vê a sala ricamente ornada de móveis antigos. Flores em vasos de barros - jasmins, violetas, acácias e buganvílias!  Há adornos de ouro nas colunas. E lá está o piano! Não sonhara!  E a menina visualiza um menino tocando-o. Sorri para ele que lhe retribui, logo voltando a sua música, esquecido de que ela está ali. Descobre anjos desenhados nas paredes ao lado de quadros de família. Em uma das pinturas há uma menina. Aproxima-se para ver melhor. Assusta-se!
 No quadro é ela! Uma figura antiga com cores desbotadas!  Chapéu de plumas de cor róseo, um vestido de babados, uma covinha no rosto sorridente como no dela. Sapatinhos de cinderela e cachos longos e sedosos nos cabelos. A menina no quadro faz um gesto com as mãos chamando-a...
Sente o vento frio da noite. Um leve bater de janelas abrindo-se. Por cima dos móveis agora lençóis brancos- frios! As flores dos vasos murchas!  Procura pelo menino. Está lá, olhos perdidos no tempo, como a visualizar algo que ela não vê. Ouvem-se os suspiros da menina- talvez uma lágrima mansa a descer...
O negro dos olhinhos, busca amedrontado o caminho de volta. Tum... Tum... Tum! O coração sobressaltado, encolhido dentro dela. Na garganta uma voz muda que grita um nome: MÃE!
Até os grilos se assustam!  E antes que surjam os gnomos e as fadas, ela levanta-se do gramado e corre em direção a sua casa...