quinta-feira, 23 de junho de 2011

O gato e rato


Certa vez
Um jovem rato
Achou comida num prato

E muito comeu!

Mas o gato
Que era astuto
Teve uma ideia:

Iria jantar
Um rato bem
Gordinho!

E foi corrida
De gato e rato
Por toda a noite.

Até que perdeu a graça
E foram dormir.

sábado, 11 de junho de 2011

A joaninha e a margarida


Era uma vez uma joaninha
de capa vermelha com bolinhas pretas

Vivia sozinha num pomar
E não tinha com quem conversar

As irmãs casaram
Os pais voltaram para o interior

Sábados e domingos
Ficava quieta dormindo

Então, numa noite sem sono
Perambulou por um jardim

Foi assim que descobriu uma amiga
A linda flor margarida

domingo, 16 de janeiro de 2011

A dança da lagartixa





A lagartixa quando dança
Vira a cabeça para um lado e outro
Oba
A lagartixa quando dança
Ergue os bracinhos para o alto
Oba
A lagartixa quando dança
Remexe o corpo num rebolado
Oba
A lagartixa quando dança
Junta os pezinhos e dá um salto
Oba
A lagartixa quando dança
Não bate palmas, mas sobe nas paredes
Ó... pa!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Felicidade

Num largo abraço do olhar, quase a voar
nas asas adolescentes do dia, a criança,
mistura-se nos tecidos do mar.

As águas cheias de viagem
noticiam  palavras do vento,
quando nos caminhos do céu ,
 passa uma gaivota.

É como um anúncio de felicidade...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O ipê-rosa


Brincar debaixo de um ipê-rosa é quase impossível!  É passear por jardins com vestidos róseos claros, acompanhada de flores onde as pétalas se rindo do frescor do vento correm mansas até o chão.
Os pássaros, numa algazarra festiva, numa viagem de galho em galho... E uma menina de olhinhos negros – arredondados ­­– num largo sorriso, sentada no capim verde rasteiro debaixo do ipê.
Ela toda deslumbrada com o movimento das nuvens, salpicando o branco por cima da árvore. O sol, de olho em tudo, passa devagar... Viajando a pé... Realçando as cores do ipê.
Então, a cachorrinha late que o sol esquentou.  A garotinha olha, olha as flores no alto, com brilhos nos olhos, e com a boneca nas mãos _ Ahn! _ Sobe a calçada da casa e fica na varanda: “Quando o sol se esconde, Pretinha?”
A cachorra dócil, ronda a criança, balança o rabo, após deita o corpo no chão de ardósia, assenta a cabeça por cima das patas, sem nada dizer e fica bem quieta.
Apenas a menina, com sua boneca, de voz baixa, os olhos no ipê-rosa. E fica ali na varanda, inventando um mundo _ onde flores são fadas e bonecas são princesas... ­ _ E o sol no céu azul caminhando... caminhando...

domingo, 14 de novembro de 2010

Larva de borboleta


A floresta, cheia
De sons e verde
Que se misturam
Nos elementos
Confusos
Do olhar alegre
De uma larva de borboleta
E como numa escola
O animal ganha familiaridade:
Entretons do chão
Sabor de coisas
Calor da terra
Perfume de flores
E o bater do vento nos galhos
Então os pezinhos
Numa folha de urtiga
Ficam abraçando-se
No tapete dos pelos
Enquanto a boca sente fome
(Hum, que frescura!)
Buss-buss- buss
E come sem enfastiar
Mas como o dia se mudava
Pois o sol estava tinindo
A larva foi-se
 Arrastando-se por aí

domingo, 17 de outubro de 2010

Onde está o gatinho?


Então o ouvido da menina
Percebeu um som
Como um choro de criança
Ficou de pé no banco
Para descobri-lo
Correu os olhos por todos os lados
Debruçou-se para baixo
Na ponta dos pezinhos
Sustida de curiosidade
E numa expressão de medo
Dois olhinhos bem abertos
Descobriram os dela
E o corpinho de pelos
Encolheu-se mais ainda
Debaixo do banco
Miau-miau, miau-miau
A menina encheu-se de dó
E ficou quietinha sentada
Também com vontade de chorar